Acontece em São Paulo duas exposições imperdíveis e incríveis, daquelas que todo mundo precisa ver. Não importa se você entende ou não de arte… A estética, as formas, a experiência e um dia de lazer por São Paulo já vale muito a pena e você não pode perder essas nossas dicas sobre essas duas exposições.

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O Campo Próximo A Outra Estrada, 1981 @Basquiat.

 

A primeira que vamos falar é sobre uma retrospectiva inédita no Brasil do pintor norte-americano de ascendência afro-caribenha Jean-Michel Basquiat – que nasceu em 1960 e morreu precocemente por overdose de cocaína e heroína em 1988, com apenas 27 anos –, que acontece até o dia 7 de abril no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em São Paulo e depois passará por outras sedes do CCBB de outras capitais: Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

 

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Flash em Nápoles, 1983 @Basquiat.

 

Basquiat foi um grande multiartista neoexpressionista que revolucionou toda a cena nova iorquina nos anos 1970 e 1980, que sofreu muito preconceito por ter sido negro e teve em 2010 uma tela vendida em um leilão por mais de 110 milhões de dólares, considerando a mais cara obra de arte norte-americana já vendida no mundo. A mostra em cartaz no CCBB faz parte do acervo do Mugrabi, um dos maiores colecionadores de arte do mundo. Ao todo são 80 obras divididas em desenhos, gravuras, pinturas e cerâmicas que integram todos os andares da sede no centro em São Paulo.

 

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John Lurie, 1982 @Basquiat.

 

Pra quem gosta de street art e toda a sua cultura pop, a mostra traz a atmosfera da época em Nova York, quando a decadência tomava conta da cidade e como tudo isto servia de combustível criativo para ele, exibindo um pouco da breve trajetória do Basquiat, que misturava assuntos e temáticas diversas em suas obras: a música africana, a paixão pelos quadrinhos, a política, a influência do jazz, o hip-hop, a literatura beatnik e o seu grafite que sempre esteve presente desde o início de seus trabalhos e era espalhado pela cidade. Imperdível!

 

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Untitled (Bracco di Ferro), 1983 @ Basquiat.

 

 

O CCBB São Paulo fica na rua Álvares Penteado, 112 e funciona de quarta a segunda, das 9h às 21h, com entrada franca. O telefone é o (11) 3113 3651.

 

Já a outra exposição é sobre a mostra inédita que reúne arte e história com fotografias de Pierre Verger na Galeria Marcelo Guarnieri, que abre agora este sábado (24/02) e se estende até o dia 4 de abril, também em São Paulo.

 

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Verger em Briki, na África, 1958 @Galeria Marcelo Guarnieri.

 

Pierre Verger ( 1902 – 1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês que viveu a maior parte da sua vida no Brasil, mais especificamente, em Salvador, na Bahia, onde em 1946 desembarcou em nosso país e se encantou pela capital baiana.

 

Verger era um fotógrafo respeitado por todo o globo e antes de chegar no Brasil, já tinha viajado por diversas regiões da China, África, México, EUA, entre outras, fotografando para grandes veículos de renomes como a revista Life, O Cruzeiro e também para a Alliance Photo – agência fundada com amigos em 1939 –, o cotidiano e as culturas populares dos cinco continentes. Além de desenvolver um trabalho de referência sobre as culturas afro-baiana e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos religiosos de origem africana.

 

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Moorea, Polinésia Francesa, 1933 @Pierre Verger.

 

A mostra reúne 120 fotografias que foram feitas nessas viagens aos continentes, entre as décadas de 1930 e 1960, além de publicações e materiais de arquivo como documentos e provas de contato.

 

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Grande Rivière, Martinica, 1936 – 1937 @Pierre Verger.

 

As fotografias de Verger trazem o registro de manifestações espontâneas da vida humana, e mostram uma vida cultural que a gente desconhece ou é minoria sem cair em retratos caricatos e abordagens exotizantes. O mais maravilhoso disso tudo, era que Verger, carregava consigo sua câmera Rolleiflex na altura do peito, permitindo-o uma foto menos invasiva e ângulos menos calculados por não se posicionar diante dos olhos. Verger sempre pregava o discurso de que a fotografia tinha funções estéticas, documentais, afetivas e políticas e dizia “A fotografia permite ver o que não tivemos tempo de ver, porque ela fixa. E mais, ela memoriza, ela é memória.”

 

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Jonques, Xangai, China, 1934 @Pierre Verger.

 

A Galeria Marcelo Guarnieri fica na alameda Lorena, 1835, no Jardins em São Paulo e é aberta de segunda a sexta das 10h às 19h e aos sábados das 10h às 17h, com entrada gratuita. O telefone é (11) 3063 5410 ou 3083 4873.

 

Aproveite o final de semana com nossas dicas e divirta-se em São Paulo.

 

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