Hoje vamos falar aqui no blog sobre duas exposições incríveis que você não pode perder em São Paulo. A cidade é conhecida por ter uma vida cultural muito grande e ativa, e não é à toa que a capital paulista merece este título. Com exposições de grandes nomes e de tirar o fôlego, hoje vamos falar de duas exposições que estão dando o que falar na cidade: “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos” e a “Toulouse-Lautrec em Vermelho”.

 

A exposição “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos” comemora as três décadas de atividade do instituto com um mergulho em cerca de 800 obras do acervo de arte do Itaú Unibanco.

 

Língua, Antonio Dias – 1965.

 

A exposição se divide em dois grandes grupos, o primeiro, foi convidado pelo instituto para a curadoria, Paulo Herkenhoff, Thais Rivitti e Leno Veras, que reuniram uma grande seleção, que ocupa, os quatro andares da Oca, as obras seguindo a ideia de constelação: pela proximidade, diálogos entre artistas, temas e momentos históricos são criados, sem que haja um percurso único – ou seja, você pode andar livremente por estes andares, sem seguir uma ordem específica.

 

Num segundo momento, temos a expografia, criada pela equipe de Álvaro Razuk, que acompanha essa orientação e dispõe as obras em um modelo radial, que dá uma visão de conjunto de cada andar e só sugere caminhos e seções, sem delimitar o acesso. Também no sentido de incentivar múltiplas visões está o app itaucultura.org.br/30anos, em que você pode sugerir os seus próprios caminhos pela mostra, assim como acessa todos os textos e entrevistas.

 

O impossível, Maria Martins – década dos anos 40.

 

A exposição é muito legal porque também ressalta os esforços do instituto em incentivar a criação, a manutenção da memória e o pensamento crítico em cultura. A entrada é gratuita, e acontece de terça a domingo, das 9h às 18h, até o dia 13 de agosto na Oca, que fica dentro do Parque do Ibirapuera, na Avenida Pedro Álvares Cabral, portão 3. O telefone para contato é o 11. 3105 – 6118.

 

Já a “Toulouse-Lautrec em Vermelho” acontece no MASP, e é a exposição mais ampla dedicada ao artista no Brasil.

Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um dos artistas europeus mais importantes da virada do século 19 para o século 20, a época mais decisiva para a arte moderna e palco para as transformações politicas, econômicas e sociais que ate hoje marcam a vida nas cidades ao redor do globo.

 

 

Moulin de la Galette, Toulouse-Lautrec, 1889.

 

“Toulouse-Lautrec em Vermelho” faz uma alusão ao salão de entrada de uma luxuosa Maison Close parisiense, que o artista frequentou nos anos 1890 e onde criou uma relação de amizade com as mulheres que ali trabalhavam. Extrapolando os interiores do salão vermelho, a exposição traz uma profusão de personagens – burguês, boêmios, trabalhadores, dançarinas e artistas que conviviam em Paris e que fizeram parte do circulo afetivo e artístico de Toulouse-Lautrec.

 

A exposição é uma grande mostra, que reúne diversas obras, desde a década de 80, até o fim de sua vida. A exposição contém 75 obras e 50 documentos e é dividida em cinco núcleos.

 

A Roda, Toulouse-Lautrec – 1893.

 

Num ambiente mais amplo das histórias da sexualidade e das representações de gênero, a exposição do artista conversa com outras mostras que acontecem no MASP, dos artistas Teresinha Soares, Miguel Rio Branco, Wanda Pimentel e Tracey Moffatt. Num segundo momento, se relacionará com as de Pedro Correia de Araújo em agosto, Guerrilla Girls em setembro, e, em outubro, com a coletiva Histórias da sexualidade.

 

A exposição acontece de terça a domingo, até o primeiro dia de outubro, no MASP, que fica na Avenida Paulista, 1578. O telefone para contato é o 11 3149-5959. Lembrando que todas as terças a entrada do museu é gratuita. Imperdível!

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